terça-feira, abril 18, 2006

TAÇA DO SILÊNCIO.

Aroma.
Silêncio.
Tato.

Tremeluzir das palavras que iluminam os passos.
Lufada: uma pluma reluta cair.

Redemoinhos.
Redes.
Moinhos.
Moendas.
Desejos.

Do silêncio,
O aroma.
Do Tato,
Tu.

Pele: luz de bronze que anuncia folhas macias orvalhadas que almejam toques sutis;
Cheiro: noite serena trapeira que persiste em minhas narinas e me narcotiza;
Olhar: orladura libidinosa que é capricho triguenho da perfeita criação;
Voz: audiência harmoniosa e outonal no aconchego de um ninho.

Amanho.
Amálgama.
Amante.

Teu aroma é a taça do silêncio do meu tato estagnado que, dúctil, te possui, e
Cada Taça que bebo do teu aroma é um Rio que desponta Na fonte dos meus desejos mais devassos.

C.J. Maciel

P.S.: Esta poesia está devidamente registrada em cartório no nome do autor. Toda reprodução sem a devida autorização sofrerá as sanções penais previstas em lei.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mais uma pra minha coleção,Adorei essa tb,não vou nem falar muito pois eu sou suspeita em falar,vc sabe!!!bjus p vc!Saudades!!!

Anônimo disse...

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