
Se me olhas, com que olhos me vês?
Se me enxergas e me atormentas,
O que posso fazer?
Se me enxergas e me atormentas,
O que posso fazer?
Inerte, vejo e desejo a imagem tua,
Em meu lamento eterno e crescente, te vejo nua;
Iluminando minhas noites frias qual chorosa lua,
Que, sedenta, desce lenta para tocar seu mar que lhe esquenta e abraça.
Ó lua chorosa!
Antes fosse eu este teu mar,
Pois que, pelo toque das águas salgadas que saem dos teus olhos,
Misturar-me-ía ao teu luar,
Antes pudesse me ver com o espelho dos teus olhos,
Refletindo-te em minhas águas,
Para saber como me enxergas,
E não mais por teus olhos ser atormentado.
2 comentários:
Apesar da Taça do Silêncio ser um belo poema, o qual eu adorei. Depois de ter lido Olhos de Lua, confesso q ele está em primeiro lugar dentre os q mais aprecio. Um grande abraço!!
Oi!
Faz tempo que não conversamos,né...
Estou com saudades e adoraria continuar nossa amizade.
Beijos!
Karla(da UFPE)
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