sexta-feira, março 31, 2006

Grãos de Areia


Escolho andar nas ruas
Cujas pedras se fazem sentir e,
Os pés descalços, apalpam
Os grãos de areia
Que tornam o andar lento e prazeroso.

Grãos de areia tomam os pés.

O vento que acolhe o corpo,
Não pede licença para sussurrar aos ouvidos,
O som do nu que me toma a alma e espalha a areia.

Com os olhos fechados, pausa.

O cheiro do vento
De braços abertos,
O vôo da liberdade
Que toma minha mente e
Se faz Onipresente,
Desnuda a alma nas imagens misturadas que os grãos de areia
Trazem das solas dos pés ao coração.
C.J.Maciel


NOTA: Todas as poesias aqui apresentadas estão devidamente registradas em cartório no nome do autor C.J.Maciel. Por tanto, toda e qualquer reprodução sem a devida autorização do referido autor sofrerá as sanções penais previstas em Lei.

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